quarta-feira, 18 de novembro de 2015

AGORA O PRAZER, MAIS TARDE A AMARGURA
Um missionário francês narra o seguinte fato:
Havia em Paris um jovem casal de noivos. Pouco antes do dia marcado para o casamento, a noiva faleceu. O rapaz ficou alucinado. Era católico e tinha relações de amizade com o superior de um convento. Conseguiu hospedagem na casa religiosa, a ver se alcançava um lenitivo à dor sem nome, num recolhimento de oito dias. Na noite seguinte do primeiro dia às 22 horas o Superior despertou por um grito angustiado. Correu à cela donde partira a voz. Bateu à porta de modo a acordar com o ruído os outros sacerdotes. O jovem não dava sinal. Chamou-se um guarda, comunicou-se o caso à polícia, arrombaram a porta, encontraram-no como morto sobre o leito. Uma hora depois à vista dos padres, de algumas autoridades policiais e do médico, ele acordava gritando:
"Padre, quero confessar-me. minha noiva acaba de visitar-me. Veio envolvida numa nuvem sulfurosa de fogo e fumaça. Eis o sinal que ela deixou."
Apontava para um genuflexório onde a condenada pusera a mão em brasa. Os dedos incendidos penetraram na madeira, deixando sinal carbonizado.
Suas palavras em voz triste e aterradora foram estas: "Ó miserável! Vê minha desgraça. Maldita hora em que te conheci Malditos encontros que me atiraram no inferno eterno! Tu terias a mesma sorte se não tivesses buscado esta casa santa!"
Foi neste momento que ele gritando desfalecera. Aquele moço ordenou-se Sacerdote e foi para as missões na África. Fez penitência. Estava salvo, mas nada pode conseguir para a infeliz a quem as intimidades precipitaram no fogo eterno. De Deus não se zomba. "Agora o prazer, mais tarde a amargura."
Retirado do livro: à espera do noivo

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